História

             Enduro de regularidade é um tipo de competição motociclística fora de estrada, bastante difundida no Brasil. É uma prova de longa duração, em que a velocidade não é o fator preponderante. O piloto, dividido em categorias, deve cumprir um roteiro pré-estabelecido e fornecido pela organização momentos antes do início da disputa, sob a forma de uma planilha, com indicação do caminho, composto por trilhas, estradas abandonadas, travessias de riachos e outros obstáculos, através de símbolos e códigos, bem como a velocidade que deve imprimir em cada trecho.

            Vence o piloto que cumprir as determinações da planilha, de forma mais rigorosa e o mais próximo da velocidade indicada, sem se atrasar, ou adiantar, mesmo que o percurso ofereça os mais variados graus de dificuldade. Por isso, recebe o nome de Enduro de Regularidade. Entretanto, a resistência física do piloto, a técnica e a perseverança, assim como a qualidade de seu equipamento, fazem diferença. Para aferir o desempenho de cada piloto por todo o percurso, são instalados rastreadores por satélite, que acompanham em tempo real seu trajeto e performance, verificando eventuais desvios de rota e de velocidade.

             O Enduro da independência foi disputado pela primeira vez em 1983, para recriar a última viagem de Dom Pedro I do Rio de Janeiro a Vila Rica, futura cidade de Ouro Preto no ano de 1822, em roteiro que ficaria conhecido como caminho novo da Estrada Real, pouco antes da proclamação da Independência com o famoso grito do Ipiranga, em 7 de setembro de 1822.

             Ao longo do tempo, o percurso do Enduro da Independência foi sendo adaptado em função da logística de organização, para acomodar uma caravana itinerante, composta por pilotos, apoios, mecânicos, organizadores, etc, com cerca de duas mil pessoas, e também da descoberta de novas trilhas e alternativas, preservando, sempre o espírito cívico e de patriotismo inspirados pela independência.